MDM diz que Forças armadas de Moçambique nao estão preparadas para enfrentar Terrorismos sem as Forças de Luandesas em Cabo delgado
Lutero Simango (MDM) critica a falta de prontidão das Forças Armadas moçambicanas perante a possível saída das tropas do Ruanda. Saiba mais sobre o d
O cenário de segurança em Moçambique enfrenta um momento de incerteza com a possibilidade de retirada das tropas ruandesas de Cabo Delgado. O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, lançou um alerta contundente, afirmando que o Estado moçambicano "adormeceu" durante o período de intervenção externa, falhando na preparação de um exército nacional autossuficiente e devidamente equipado para combater o terrorismo.
Segundo Simango, a presença das forças do Ruanda, embora estratégica no terreno, serviu como uma "muleta" que impediu o fortalecimento das capacidades domésticas. O líder da oposição destaca que possuir efetivos militares não é suficiente; é imperativo que o país disponha de tecnologia, logística e armamento de ponta para garantir a defesa da soberania sem depender exclusivamente de terceiros.
A tensão aumenta após as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Olivier Nduhungirehe, que condicionou a permanência das tropas à existência de um financiamento sustentável.
Simango reiterou ainda críticas à natureza da intervenção, classificando-a como "ilegal" por não ter passado pelo crivo da Assembleia da República, e questionou quem assumirá as responsabilidades pelos custos logísticos e impactos sociais deixados pela passagem das forças estrangeiras no norte do país.



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