Denúncias apontam cobrança ilegal de luvas para partos em unidade de saúde no Niassa

Mulheres grávidas denunciam cobrança ilegal de luvas para partos no Centro de Saúde de Chiuaula, em Lichinga. Caso levanta preocupações sobre acesso e

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Denúncias recentes indicam possíveis irregularidades no atendimento materno no Centro de Saúde de Chiuaula, localizado na cidade de Lichinga, província do Niassa.

De acordo com relatos de utentes, mulheres grávidas estariam a ser orientadas a adquirir luvas em farmácias como condição para receber assistência durante o parto — um material que, em condições normais, deve ser garantido pela própria unidade sanitária.

Uma das pacientes, que recentemente deu à luz naquela unidade, afirmou que mulheres sem cerca de 150 meticais são aconselhadas a procurar atendimento no Hospital Provincial de Lichinga, o que levanta preocupações quanto ao acesso equitativo aos serviços de saúde.

Acusações de favorecimento e falta de dignidade

Além da alegada cobrança indevida, algumas utentes relatam que o atendimento pode estar a privilegiar pacientes que oferecem valores monetários, enquanto outras enfrentam situações de falta de atenção, respeito e dignidade durante o processo de parto.

Essas denúncias, embora ainda não oficialmente confirmadas por autoridades, apontam para possíveis falhas éticas e práticas que contrariam os princípios do sistema nacional de saúde.

Desafios estruturais no sistema de saúde

Fontes ligadas ao sector da saúde, sob anonimato, referem que a escassez de medicamentos e materiais hospitalares continua a ser um problema recorrente em várias unidades sanitárias do país.

Especialistas alertam que, mesmo diante dessas dificuldades, a cobrança de materiais básicos aos pacientes pode configurar violação de normas legais e dos direitos dos utentes, caso seja comprovada.

População exige esclarecimentos

As denúncias estão a gerar preocupação entre os cidadãos, que pedem uma investigação rigorosa e a intervenção das autoridades competentes para apurar os factos e responsabilizar eventuais envolvidos.

Organizações da sociedade civil também defendem maior fiscalização nas unidades sanitárias, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde sejam prestados com transparência, equidade e dignidade.

Nota importante

Até ao momento, não há confirmação oficial pública detalhada das autoridades sobre o caso. A situação deve ser acompanhada com cautela até que haja posicionamento institucional.


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