EUA exigem garantias financeiras elevadas para visto de turismo B‑2; medida atinge Moçambique

Tragédia financeira para viajantes: EUA exigem depósitos altos de moçambicanos para visto B-2; turistas questionam justiça e acessibilidade

, on 

Cidadãos moçambicanos que desejem viajar para os Estados Unidos a turismo enfrentam novas exigências financeiras. A partir de abril de 2026, os solicitantes do visto B‑2 deverão comprovar capacidade financeira significativa, incluindo um depósito de garantia (bond) que pode chegar a dezenas de milhares de dólares. A medida tem gerado grande debate e indignação no país.

O que mudou no visto B‑2

O visto B‑2 é destinado a turistas e visitantes temporários. Com a nova regra, cidadãos de 50 países, incluindo Moçambique, precisam apresentar um bond financeiro reembolsável como condição para a emissão do visto. O valor do bond varia conforme a avaliação do oficial consular, podendo atingir US$ 5.000, US$ 10.000 ou até US$ 15.000.

Essa exigência se soma às taxas consulares já existentes e tem o objetivo de garantir que os visitantes tenham recursos suficientes para custear a estadia e retornar ao seu país de origem, reduzindo o risco de sobrestadas ilegais nos EUA.

Procedimento para os solicitantes

O processo permanece semelhante ao já praticado:

•Preenchimento do formulário DS‑160;

•Pagamento das taxas consulares;

•Entrevista presencial no consulado ou embaixada americana;

•Apresentação da garantia financeira (bond), se solicitada pelo oficial consular.

O bond é reembolsável caso o solicitante cumpra os termos de sua estadia, caso o pedido de visto seja negado ou caso não viaje para os EUA após a emissão.

Impacto para moçambicanos

Para muitos moçambicanos, a exigência representa um desafio financeiro elevado. Especialistas apontam que o valor do bond pode equivaler a vários anos de salário médio no país, tornando o visto de turismo inacessível para uma grande parte da população.

Agentes de viagem e potenciais turistas têm demonstrado preocupação, afirmando que a medida pode reduzir significativamente o número de moçambicanos viajando aos EUA para lazer, estudos ou negócios.

Críticas e controvérsias

Organizações de direitos humanos e especialistas em imigração criticam a medida, afirmando que ela cria uma barreira econômica desproporcional para países em desenvolvimento.

O debate também se concentra sobre o equilíbrio entre segurança migratória e acesso ao turismo internacional, especialmente em nações com rendimentos mais baixos.

O que permanece inalterado

Apesar das novas exigências, outros procedimentos do visto B‑2 permanecem os mesmos:

Ver o vídeo completo:

•Moçambicanos ainda precisam solicitar o visto em consulado ou embaixada americana;

•O Programa de Isenção de Vistos não se aplica a Moçambique;

•A documentação básica e as entrevistas presenciais continuam obrigatórias.

Resumo prático para viajantes moçambicanos

•O visto de turismo B‑2 continua obrigatório;

•Pode ser exigido um bond financeiro de até US$ 15.000;

•Esse valor é determinado durante a entrevista consular;

•O bond é reembolsável se os termos forem cumpridos;

•A exigência cria um obstáculo financeiro significativo para a maioria da população.

Enviar um comentário