Salário mínimo 2026 em risco? CTA alerta que aumentos sem controlo podem levar empresas à falência e provocar desemprego em massa em Moçambique
CTA defende aumentos cautelosos do salário mínimo para 2026 em Moçambique, alertando para riscos de falência de empresas, desemprego e impacto da cris
Empresários alertam para crise económica e risco de perda de empregos formais
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu, esta segunda-feira (23), que as negociações dos salários mínimos para 2026 devem ser conduzidas com realismo, responsabilidade e pragmatismo, tendo em conta o atual contexto económico do país.
A posição foi apresentada durante a II Sessão Plenária da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), onde a entidade patronal destacou os desafios enfrentados pelas empresas moçambicanas.
Crise económica condiciona aumentos salariais
Segundo a CTA, o cenário macroeconómico atual é marcado por forte contração económica, além de choques internos e externos que têm pressionado significativamente a liquidez das empresas.
A organização alerta que esses fatores reduzem a capacidade das empresas de suportar aumentos salariais elevados, defendendo que qualquer decisão deve ser cuidadosamente avaliada.
Manutenção do emprego é prioridade
A CTA enfatizou que o principal foco das negociações deve ser a sobrevivência das empresas e a preservação dos postos de trabalho formais.
Entre os principais desafios apontados estão:
•Instabilidade política pós-eleitoral
•Impacto de desastres naturais recentes
•Tensões geopolíticas internacionais
Esses fatores, segundo a entidade, têm afetado diretamente a produtividade e a sustentabilidade económica no país.
Equilíbrio entre trabalhadores e empresas
Para a CTA, qualquer ajuste salarial deve resultar de um equilíbrio rigoroso entre:
•As expectativas dos trabalhadores
•A real capacidade financeira das empresas
A entidade sublinha que decisões precipitadas podem comprometer a continuidade das atividades económicas em Moçambique.







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