Última hora: O que foi apreendido numa cadeia está a levantar novas dúvidas sobre o que realmente acontece lá dentro

Apreensão de telemóveis numa cadeia em Maputo levanta preocupações sobre burlas electrónicas e segurança no sistema prisional.

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Uma operação realizada no Estabelecimento Penitenciário Provincial de Maputo trouxe à tona novas preocupações sobre a segurança e o controlo dentro das unidades prisionais em Moçambique.

Na manhã deste sábado, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou os resultados de uma ação que resultou na apreensão de 57 telemóveis, dos quais 24 são smartphones.

Segundo as autoridades, os dispositivos estariam a ser utilizados por reclusos para a prática de burlas electrónicas, incluindo o envio de mensagens fraudulentas do tipo “manda para este número” e partilha de links falsos relacionados com supostos jogos com prémios. Em alguns casos, essas práticas permitiam o acesso indevido a contas de WhatsApp das vítimas.

Outros materiais apreendidos

Durante a operação, foram também encontradas pequenas quantidades de Cannabis Sativa (suruma), além de um elemento que chamou atenção das autoridades: uma bíblia que estava a ser utilizada para ocultar parte dos dispositivos electrónicos

Coordenação entre forças de segurança

A ação contou com a participação conjunta do SERNIC, do Serviço Nacional Penitenciário e da Unidade de Intervenção Rápida, demonstrando um esforço coordenado para combater atividades ilegais no interior das cadeias.

Investigações em curso

De acordo com o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, continuam as investigações para identificar como os telemóveis entraram na unidade prisional.

As autoridades não descartam a possibilidade de facilitação interna, incluindo eventual envolvimento de agentes penitenciários, embora nenhuma conclusão oficial tenha sido ainda divulgada.

Possíveis consequências

Os reclusos alegadamente envolvidos nas práticas fraudulentas poderão enfrentar sanções internas adicionais, para além de possíveis implicações legais.

• CONCLUSÃO

O caso volta a expor fragilidades no controlo dos estabelecimentos prisionais e levanta preocupações sobre o impacto dessas atividades na segurança pública fora das cadeias.



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