“Nenhuma menina se casará durante o meu mandato” — a líder africana que anulou mais de 3 mil casamentos infantis
Teresa Kachindamoto, Chefe Suprema do Malawi, anulou mais de 3.000 casamentos precoces entre 2015 e 2019 e mudou a lei. Uma história de coragem e impa
Imagine uma realidade brutal onde metade das meninas de uma comunidade Ngoni, no Malawi, tinha o seu destino selado antes mesmo de completar 18 anos. Esta era a norma cultural profunda até que Teresa Kachindamoto, em 2003, assumiu o posto de Chefe Suprema (Senior Chief) do Distrito de Dedza.
Kachindamoto não perdeu tempo. Com uma determinação inabalável, convenceu os seus chefes subordinados a abolirem a prática e lutou para transformar o código civil do Malawi. O seu trabalho foi fundamental para a alteração da lei nacional em 2015, proibindo oficialmente o casamento de menores de 18 anos.
A sua liderança direta resultou na anulação de mais de 3.000 casamentos precoces entre 2015 e 2019. Mais do que desfazer uniões forçadas, Kachindamoto garantiu que estas meninas trocassem o isolamento doméstico pelas salas de aula em distritos extremamente vulneráveis. Hoje, ela é reverenciada globalmente como a "defensora das infâncias", uma mulher que provou que a caneta de uma líder pode ser mais forte que séculos de imposição.
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